Santo Antônio de Leverger decreta emergência
Por Luizão —

Chuva ajuda a controlar incêndio no Morro de Santo Antônio; decreto vale por 90 dias após queimadas em comunidades rurais.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) sobrevoou áreas atingidas por incêndios em Santo Antônio de Leverger, a 34 km de Cuiabá, e imagens registradas durante a operação mostram a extensão das queimadas no município. Diante da situação, a Prefeitura decretou situação de emergência por 90 dias em áreas afetadas pelos incêndios florestais. O decreto nº 041/2026 foi assinado pela prefeita Francieli Magalhães de Arruda Vieira Pires em 24 de agosto.
Áreas atingidas
A medida considera a recorrência de queimadas durante o período de estiagem e a necessidade de mobilização de recursos para combater os incêndios e atender as áreas afetadas. Segundo a Prefeitura, uma grande ocorrência atingiu as comunidades de Varginha, Altos do Leverger e a Fazenda Experimental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A situação exigiu força-tarefa com participação do Corpo de Bombeiros Militar, da Defesa Civil Municipal e do Departamento de Água e Esgoto (DAE).
Chuva ajuda no controle
Nesta terça-feira (1º), o CBMMT informou que combate 18 incêndios florestais em Mato Grosso, entre eles o que atingiu o Morro de Santo Antônio, já controlado pelas equipes. A chuva registrada na região ajudou a reduzir a intensidade das chamas, mas os bombeiros permanecem no local para monitorar possíveis reignições. O combate contou com três aeronaves do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM) e da Defesa Civil Estadual, além de equipes terrestres.
188 focos de calor no Estado
Mato Grosso registrou 188 focos de calor nas 24 horas anteriores à última checagem do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), realizada às 17h. Do total, 140 foram registrados no Cerrado, 45 na Amazônia e três no Pantanal.
O parecer da Defesa Civil de Santo Antônio de Leverger cita que o município chegou a registrar 499 focos de calor em 20 de outubro de 2023, segundo boletim do Centro Integrado Multiagências (Ciman) e do Inpe. O documento ressalta que um foco de calor não corresponde necessariamente a um incêndio, já que o dado indica área com temperatura elevada detectada por satélite e precisa ser analisado junto com registros de campo.
O que prevê o decreto
O decreto estabelece situação de emergência por 90 dias nas áreas do município comprovadamente afetadas pelo desastre, classificado nos códigos 1.4.1.3.1 e 1.4.1.3.2 da Classificação e Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade).
A medida autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais para atuar nas ações de resposta, reabilitação e reconstrução das áreas atingidas, além da convocação de voluntários. O município também poderá realizar contratações emergenciais de bens, serviços e obras necessários às ações de resposta ao desastre, observadas as regras previstas na legislação. Segundo a Prefeitura, o município não possui recursos financeiros e materiais suficientes para atender as famílias afetadas e necessita de apoio do Governo do Estado.
Uso do fogo segue proibido
O uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido em Mato Grosso entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026 nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. Nas áreas urbanas, a proibição vale durante todo o ano. Casos de uso irregular do fogo podem configurar crime ambiental e devem ser denunciados pelos números 193, do Corpo de Bombeiros, ou 190, da Polícia Militar.