Sinfra reconhece falta de expertise técnica e republicará licitação para túnel no Portão do Inferno

Por Luizão

Sinfra reconhece falta de expertise técnica e republicará licitação para túnel no Portão do Inferno
Sinfra reconhece falta de expertise técnica e republicará licitação para túnel no Portão do Inferno

Após inabilitação da única empresa concorrente por descumprimento de exigências fiscais, o governo estadual retira o edital para reavaliação técnica de engenharia antes de abrir novo certame.

O processo licitatório para a aguardada construção do túnel na região do Portão do Inferno, localizado na rodovia estadual MT-251, que interliga Cuiabá e Chapada dos Guimarães, foi formalmente declarado fracassado pelo Poder Executivo. O anúncio da retirada temporária do certame para readequações e posterior relançamento foi confirmado pelo secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Padeiro, e pelo prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner (União Brasil).

A paralisação burocrática ocorreu após a única empresa de engenharia participante do processo seletivo ser inabilitada pelas comissões de análise. Conforme detalhado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), a concorrente falhou em cumprir requisitos e exigências fiscais mínimos e obrigatórios previstos na legislação de contratações públicas, invalidando sua continuidade na disputa.

Humildade técnica e modelo de contratação integrada

O secretário Marcelo Padeiro explicou que o edital havia sido estruturado com base em um projeto básico de engenharia. Sob esse modelo, a empreiteira que vencesse a disputa assumiria a responsabilidade técnica e executiva de elaborar o detalhamento final das plantas e métodos construtivos. Ao comentar a complexidade da obra viária, o gestor adotou um tom de transparência sobre as limitações locais:

Complexidade geológica e orçamento de R$ 52 milhões

O prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner, enfatizou que o Portão do Inferno transformou-se em um dos pontos mais críticos e sensíveis da malha rodoviária mato-grossense, em razão do intenso fluxo diário de veículos comerciais e de turismo, agravado pelo risco geológico constante de deslizamento de blocos rochosos e encostas.

Froner defendeu o túnel como a engenharia mais viável e definitiva sugerida pelo corpo técnico governamental para sanar o problema de mobilidade da Baixada Cuiabana. O chefe do Executivo municipal pontuou que, por se tratar de uma intervenção de alta complexidade orçada em aproximadamente R$ 52 milhões, o projeto demanda obrigatoriamente a atração de corporações com larga experiência de mercado em perfurações de rocha. Apesar do tropeço nesta primeira chamada, o prefeito manifestou otimismo na atração de competidores qualificados para a próxima publicação do edital.