Suspeito de assassinar professora e jogar corpo em represa é preso na zona rural de Castanheira
Por Luizão —

Homem de 46 anos foi capturado pela Polícia Civil após dois dias de buscas na mata. Roupas e corda com vestígios de sangue foram apreendidas na residência do investigado.
A Polícia Civil de Mato Grosso efetuou a prisão, na manhã desta quarta-feira (1º), do homem de 46 anos principal suspeito de desferir o ataque que tirou a vida da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista , de 49 anos. A educadora foi encontrada sem vida no interior de uma represa na Comunidade São Lourenço, localizada na zona rural do município de Castanheira (a 776 km de Cuiabá). O investigado mantinha um relacionamento afetivo com a vítima. Cerco Policial na Mata e Captura do Suspeito O namorado da professora foi localizado escondido em uma propriedade rural da região após dois dias de buscas ininterruptas promovidas por equipes locais de investigação. Na primeira tentativa de abordagem efetuada no início da semana, o homem reagiu de forma violenta e conseguiu evadir-se em direção a uma área de floresta densa. Ele foi algemado e conduzido à delegacia da cidade, onde foi apresentado ao delegado Luiz Camargo para a lavratura do flagrante e início dos interrogatórios formais. Um registro audiovisual capturado no momento da prisão circulou amplamente nas plataformas digitais da região noroeste. No vídeo, um dos investigadores expressa o desabafo da equipe policial envolvida na ação de campo: "Tá na mão aí, ó. Polícia Civil fazendo há dois dias campanha na região. Tá na mão o vagabundo que matou a professora de forma covarde. Tá preso. Agora não sai mais" , declarou o agente público. Sinais de Violência e Provas Materiais O desaparecimento de Adélia Cristina acendeu o alerta de vizinhos e familiares próximos na Comunidade São Lourenço. O corpo foi localizado boiando na represa na noite de segunda-feira (29): Evidências de Agressão: Exames preliminares de corpo de delito apontaram que a vítima ostentava lesões traumáticas aparentes em diversas partes do corpo, reforçando a linha investigativa de que se trata de um crime de feminicídio motivado por razões de gênero; Apreensão de Evidências: Durante varredura legal realizada no interior da residência do suspeito, investigadores do setor de inteligência localizaram e apreenderam mudas de roupas, botinas de couro e um pedaço de corda que apresentavam manchas espessas de vestígios biológicos semelhantes a sangue humano. Todo o material coletado foi devidamente lacrado e encaminhado para os laboratórios da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). 🔎 O que define o Exame Pericial em Vestígios de Sangue (Sorologia Forense)? No âmbito da criminalística e do Direito Processual Penal, a análise de vestígios biológicos encontrados em cenas de crimes ou em pertences de suspeitos — como as roupas e cordas apreendidas em Castanheira — é conduzida pela Sorologia Forense e pela genética molecular. O procedimento pericial inicia-se com testes de orientação (como o teste de Luminol ou Kastle-Meyer), que servem para confirmar se a mancha suspeita trata-se de sangue real ou de outra substância química. Uma vez obtido o resultado positivo, os peritos realizam testes de certeza para identificar a origem da espécie (humana ou animal). Por fim, o material é submetido ao exame de DNA (ácido desoxirribonucleico), onde o perfil genético extraído das manchas de sangue é confrontado diretamente com o mapa genético da vítima. A compatibilidade absoluta serve como prova material indiscutível no tribunal do júri, vinculando diretamente o suspeito ao cenário da agressão ou ao instrumento utilizado para consumar o crime.