TCE-MT exonera 16 investigados em operação da PF

Por Luizão —

Grhegory Maia, Roseli Loss e Adriangelo Barros Antunes estão entre os servidores exonerados do TCE-MT. Foto: montagem/MidiaNews.
Grhegory Maia, Roseli Loss e Adriangelo Barros Antunes estão entre os servidores exonerados do TCE-MT. Foto: montagem/MidiaNews.

Waldir Teis oficializou a exoneração de 16 servidores do TCE-MT investigados pela PF e nomeou novo consultor jurídico-geral. Confira a lista completa.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) exonerou 16 servidores investigados pela Polícia Federal na Operação Tomada de Contas. Os atos foram assinados pelo presidente em exercício, Waldir Teis, publicados no Diário Oficial de Contas e passaram a valer nesta terça-feira (3).

A operação, deflagrada em 29 de outubro, apura suspeitas de irregularidades em contratos, pagamentos indevidos e movimentações financeiras relacionadas ao tribunal. Entre os exonerados está Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, que ocupava a função de consultor jurídico-geral e foi preso preventivamente durante a ação policial.

Também foram exonerados Gustavo Fernandes da Silva, Felipe José Glinke, Adriangelo Barros Antunes e Roseli Loss, citados na reportagem entre os investigados presos. O sexto preso mencionado é Sérgio Ricardo de Almeida, presidente afastado do TCE-MT, que também foi afastado da função de conselheiro por decisão judicial.

Confira os 16 servidores exonerados

Substituição na consultoria jurídica

Na mesma edição do Diário Oficial de Contas, Waldir Teis designou Luiz Carlos de Azevedo para assumir a função de consultor jurídico-geral, antes exercida por Grhegory Maia.

Investigação da Polícia Federal

A Operação Tomada de Contas investiga possíveis crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Conforme as informações divulgadas, os investigadores identificaram indícios de pagamentos fora da folha regular, saques frequentes em espécie e possíveis favorecimentos na liberação de recursos públicos.

Os conselheiros Guilherme Maluf, José Carlos Novelli e Alisson Alencar também foram afastados de suas funções por determinação judicial no âmbito da operação.

As exonerações são medidas administrativas e não significam condenação. A apuração das condutas e das eventuais responsabilidades de cada investigado permanece em andamento.