Três chapas superam R$ 11 mi para federal em MT
Por Luizão —

União Progressista, PL e Republicanos lideram receitas de campanha para a Câmara dos Deputados; PSD e Podemos ficam abaixo de R$ 5 milhões.
A corrida pelas oito cadeiras de Mato Grosso na Câmara dos Deputados expõe forte desigualdade financeira entre as legendas na reta final do calendário eleitoral. Registros do DivulgaCandContas levantados nesta terça-feira, 22 de setembro, indicam que União Progressista, PL e Republicanos já ultrapassaram individualmente a marca de R$ 11 milhões em arrecadação declarada, acumulando conjuntamente mais de R$ 37,5 milhões.
Em contraste, agremiações tradicionais como o PSD e o Podemos não atingiram o patamar de R$ 5 milhões, fator que afeta o suporte a chapas completas para atingir o quociente eleitoral projetado em cerca de 235 mil votos.
Distribuição nas lideranças de arrecadação
As legendas com maior volume financeiro adotaram modelos distintos de partilha de caixa:
- União Progressista: totaliza R$ 13,146 milhões, com forte concentração em três candidaturas que somam 71% da receita da chapa: Fábio Garcia (R$ 3,214 milhões), Nilson Leitão (R$ 3,153 milhões) e Virginia Mendes (R$ 2,956 milhões). O concorrente Victório Galli ainda não possuía lançamentos no sistema consultado.
- PL: soma R$ 12,788 milhões com repasses equilibrados por quase toda a chapa. Coronel Fernanda (R$ 3,014 milhões), Rodrigo da Zaeli (R$ 2,789 milhões) e Coronel Assis (R$ 2,448 milhões) lideram, mas outros cinco nomes dispõem de quantias entre R$ 500 mil e R$ 1,1 milhão.
- Republicanos: dispõe de R$ 11,622 milhões, destacando cinco candidaturas milionárias encabeçadas por Juarez Costa (R$ 2,890 milhões), Juliana Kolankiewicz (R$ 1,970 milhão) e Dr. Leonardo (R$ 1,818 milhão), seguidos por Eduardo Magalhães e Acacio Ambrosini.
Federação de esquerda e blocos intermediários
A Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) computa R$ 7,055 milhões, operando com centralização orçamentária: a ex-deputada Rosa Neide (PT) recebeu R$ 3,162 milhões, Dona Neuma (PV) obteve R$ 1,5 milhão e Antero Paes de Barros (PV) declarou R$ 773,6 mil, somando 77% de todo o montante federativo.
No pelotão inferior, o PSD acumulou R$ 4,971 milhões, polarizados quase exclusivamente entre Irajá Lacerda (R$ 1,650 milhão) e Emanuelzinho (R$ 1,566 milhão), enquanto os demais integrantes ficaram com cotas reduzidas ou desistiram, caso de Chico Curvo. Já o Podemos, com o menor volume geral (R$ 4,533 milhões), distribuiu o teto de maneira homogênea: nenhum postulante alcançou R$ 1 milhão, mas todos os nove concorrentes, incluindo Fernando Gorgen (R$ 600 mil) e Neri Geller (R$ 559,2 mil), receberam quantias acima de R$ 400 mil.