Treze deputados enfrentam risco de não reeleição na ALMT
Por Luizão —

Projeções proporcionais apontam que chapas concorridas e quociente de 77 mil votos podem custar até cinco cadeiras de parlamentares com mandato em MT.
Mais da metade dos membros da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) chega à semana decisiva das eleições enfrentando forte pressão interna em suas legendas. Um levantamento técnico sobre o desenho das nominatas indica que 13 dos 24 parlamentares disputam a permanência em cenários sem folga estatística, abrindo brecha para que até cinco cadeiras hoje ocupadas por deputados com mandato sejam renovadas por novos postulantes.
O cálculo de projeção considera a composição partidária, quociente eleitoral projetado em cerca de 77 mil votos e histórico eleitoral prévio. Do total de 24 assentos na Casa de Leis, 22 aparecem praticamente direcionados, enquanto as duas últimas vagas permanecem em aberto para as sobras e médias partidárias.
Gargalos partidários nas principais nominatas
O estrangulamento atinge principalmente siglas que reúnem excesso de candidaturas de peso para um teto restrito de cadeiras:
- Republicanos: conta com cinco deputados com mandato (Nininho, Diego Guimarães, Dr. Eugênio, Paulo Araújo e Valmir Moretto). Nininho desponta como favorito pela base eleitoral expressiva, mas nomes emergentes como Gilberto Figueiredo, Alan Porto e Ari Lafin pressionam a disputa. O partido projeta fazer quatro cadeiras (com piso de 300 mil votos), o que deixaria ao menos um parlamentar da ativa de fora caso não alcance uma quinta vaga nas sobras (perto de 320 mil votos).
- MDB: reúne cinco concorrentes fortes para três ou quatro vagas projetadas (entre 260 mil e 300 mil votos totais). Disputam espaço direto os deputados de mandato Eduardo Botelho, Dr. João e Thiago Silva ao lado de puxadores sem mandato como Léo Bortolin (com rede na AMM) e Jéssica Riva. Se o partido eleger três, dois líderes ficarão fora.
- Federação PSDB/Cidadania: apresenta teto estimado para duas cadeiras (140 mil a 170 mil votos), com três deputados de mandato em confronto direto: Carlos Avallone, Juca do Guaraná e Chico Guarnieri.
- União Progressista: projeta apenas duas cadeiras seguras (140 mil a 160 mil votos). Com Dilmar Dal Bosco consolidado, Júlio Campos e Sebastião Rezende travam disputa acirrada pela vaga remanescente.
O desafio do quociente para o Novo
Em posição singular está o deputado Elizeu Nascimento (Novo). Ao contrário dos colegas que sofrem a concorrência de bancadas repletas de mandatos, o parlamentar depende diretamente do desempenho coletivo da sua chapa partidária. Para entrar na distribuição das sobras pelo critério legal, a nominata do Novo precisa atingir a cláusula de barreira mínima de 80% do quociente eleitoral, o equivalente a cerca de 61,6 mil votos.