Treze deputados enfrentam risco de não reeleição na ALMT

Por Luizão —

Plenário da ALMT tem disputa acirrada por renovação de cadeiras em 2026.
Plenário da ALMT tem disputa acirrada por renovação de cadeiras em 2026.

Projeções proporcionais apontam que chapas concorridas e quociente de 77 mil votos podem custar até cinco cadeiras de parlamentares com mandato em MT.

Mais da metade dos membros da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) chega à semana decisiva das eleições enfrentando forte pressão interna em suas legendas. Um levantamento técnico sobre o desenho das nominatas indica que 13 dos 24 parlamentares disputam a permanência em cenários sem folga estatística, abrindo brecha para que até cinco cadeiras hoje ocupadas por deputados com mandato sejam renovadas por novos postulantes.

O cálculo de projeção considera a composição partidária, quociente eleitoral projetado em cerca de 77 mil votos e histórico eleitoral prévio. Do total de 24 assentos na Casa de Leis, 22 aparecem praticamente direcionados, enquanto as duas últimas vagas permanecem em aberto para as sobras e médias partidárias.

Gargalos partidários nas principais nominatas

O estrangulamento atinge principalmente siglas que reúnem excesso de candidaturas de peso para um teto restrito de cadeiras:

O desafio do quociente para o Novo

Em posição singular está o deputado Elizeu Nascimento (Novo). Ao contrário dos colegas que sofrem a concorrência de bancadas repletas de mandatos, o parlamentar depende diretamente do desempenho coletivo da sua chapa partidária. Para entrar na distribuição das sobras pelo critério legal, a nominata do Novo precisa atingir a cláusula de barreira mínima de 80% do quociente eleitoral, o equivalente a cerca de 61,6 mil votos.