Túnel do Portão do Inferno vai custar R$ 72,5 mi

Por Luizão

Projeto de túnel a ser construído entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães
Projeto de túnel a ser construído entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães

Sinfra aprovou anteprojeto de engenharia para estrutura de 170 metros que deve reduzir riscos de deslizamento na MT-251.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), Marcelo de Oliveira, publicou, na semana passada, a aprovação do anteprojeto de engenharia para a construção do túnel na região do Portão do Inferno, na MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.

O documento, publicado no Diário Oficial do Estado no dia 23 de julho, estima a obra em R$ 72,5 milhões.

O que é um anteprojeto

O anteprojeto é uma versão inicial, uma espécie de esboço que vem antes do projeto oficial. Ele serve para organizar ideias, testar soluções e definir caminhos gerais.

Segundo a publicação, o anteprojeto foi elaborado pelo Consórcio Assessoramento 3S, que será responsável pela construção do túnel e de seus acessos, em trecho entre o fim da duplicação da MT-251 e a divisa entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.

Responsabilidade técnica

A comissão da Sinfra ressaltou que a aceitação do anteprojeto não isenta a empresa responsável de eventuais erros, omissões ou inconsistências técnicas que possam ser identificados posteriormente. O consórcio permanece responsável técnica, civil e legalmente por todos os estudos, levantamentos, projetos, orçamentos e demais documentos que integram o anteprojeto.

Detalhes da obra

O projeto prevê a construção de um túnel de 170 metros de extensão em pista de concreto, com acostamento, como solução para os recorrentes deslizamentos registrados na região do Portão do Inferno.

Nova licitação

A publicação ocorreu após a primeira licitação para execução da obra ter sido declarada fracassada pela Sinfra. O único participante do certame, o Consórcio TB-ETEL, formado pelas empresas Toniolo, Busnello e Etel Estudos Técnicos, foi inabilitado por não atender aos requisitos de qualificação econômico-financeira previstos no edital, especialmente o índice mínimo de liquidez geral.

A empresa apresentou recurso administrativo, mas a decisão foi mantida pela Comissão de Licitação e posteriormente referendada pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE).