Vereador questiona custos do Mercado Municipal
Por Luizão —

Coronel Dias aponta possível custo adicional de R$ 218 milhões na concessão do Mercado Municipal de Cuiabá. CS Mobi afirma agir com transparência.
O vereador Coronel Dias (Cidadania) questionou a regularidade e os custos da concessão do Mercado Municipal Miguel Sutil, em Cuiabá. Segundo o parlamentar, a análise conduzida por uma comissão identificou possíveis problemas no contrato, firmado em 2022, durante a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), com prazo de 30 anos.
De acordo com Dias, a prefeitura poderá desembolsar aproximadamente R$ 218 milhões a mais do que o inicialmente previsto. Ele também afirmou que a concessionária poderia obter ganhos cerca de R$ 300 milhões superiores aos estimados na proposta original. Os números são alegações apresentadas pelo vereador e dependem de exame dos cálculos e documentos que embasam o relatório.
Ao criticar o acordo, o parlamentar declarou que o contrato “já nasceu morto” e defendeu que sua validade seja submetida ao Judiciário. Para ele, recursos destinados aos pagamentos da concessão poderiam atender demandas da saúde e da educação. Dias citou um pagamento de R$ 2,3 milhões, sem detalhar no trecho divulgado a composição desse valor.
Questionamentos sobre a licitação
Entre os pontos levantados, o vereador mencionou a suposta ausência de documentos essenciais e afirmou que uma orientação da Procuradoria do Município para não dar prosseguimento ao processo sem a documentação teria sido desconsiderada. Também relatou que a previsão de cerca de 300 boxes teria sido ampliada para aproximadamente 500, sem nova análise técnica, segundo sua avaliação.
O parlamentar informou que o relatório atribui condutas a participantes do procedimento e encaminha suspeitas para apuração. As alegações não equivalem à comprovação de irregularidades ou crimes, e eventual responsabilização depende dos órgãos competentes.
Dias reconheceu que o mercado já foi construído e afirmou que caberá ao Poder Judiciário avaliar a validade do contrato e eventuais consequências para a concessão.
Posicionamento da concessionária
Em manifestação encaminhada à reportagem original, a CS Mobi afirmou atuar com ética, legalidade, transparência e responsabilidade institucional. A empresa declarou que permanece à disposição da Câmara Municipal para prestar esclarecimentos e que já enviou ofícios, documentos e informações técnicas ao Legislativo, em colaboração com a fiscalização parlamentar.