Wellington Fagundes rebate Otaviano Pivetta, cita 'história cabulosa' e critica empréstimo de R$ 1,5 bilhão

Por Luizão

Wellington Fagundes rebate Otaviano Pivetta, cita 'história cabulosa' e critica empréstimo de R$ 1,5 bilhão
Wellington Fagundes rebate Otaviano Pivetta, cita 'história cabulosa' e critica empréstimo de R$ 1,5 bilhão

Em vídeo nas redes sociais, senador do PL reage a ataques pessoais do governador, cobra debate técnico sobre o Fethab e questiona endividamento público para habitação.

A corrida pelo Palácio Paiaguás subiu de tom e ganhou contornos de confronto direto. O senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes (PL) , gravou um pronunciamento em suas redes sociais para reagir às duras declarações desferidas pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na última semana. Devolvendo a provocação, Wellington disparou que a trajetória do atual chefe do Executivo é "cabulosa", mas sinalizou que não pretende transformar o palanque eleitoral em uma arena de ofensas pessoais. “Mato Grosso não quer briga pessoal. O que o povo quer saber é de proposta para o Estado e o que realmente interessa: as decisões do seu governo. Você diz que sou político de profissão, mas você está na política há 30 anos, Pivetta. Já foi prefeito, perdeu eleições, foi deputado, vice-governador e, no momento, governador. E agora quer negar a política? A diferença é que o povo conhece a minha história” , rebateu o senador liberal. Troca de Farpas e o Histórico de Bastidores O revide de Wellington ocorre após Pivetta tecer comentários ácidos contra o congressista, classificando-o publicamente como "desprezível" e argumentando que o senador fez da atividade parlamentar seu sustento de vida sem nunca ter acumulado experiências práticas de gestão executiva ou de ordenamento orçamentário público. Fagundes aproveitou a gravação para desconstruir o discurso de outsiders do grupo governista e partiu para o ataque no campo administrativo, mirando um dos principais calcanhares de Aquiles da gestão do Palácio Paiaguás: a política habitacional de interesse social. https://x.com/_rdnews/status/2071570518340239649?s=46 Fethab e Questionamento sobre Endividamento Público Em tom combativo de pré-campanha, Wellington ironizou o fato de a atual gestão priorizar a construção de moradias populares apenas na reta final do mandato e em ano de eleição, acusando o governo de ter represado e desviado recursos carimbados do Fethab (Fundo de Transporte e Habitação) para outras finalidades contábeis ao longo dos últimos anos. O senador criticou abertamente o plano do Estado de formalizar um financiamento de grande porte para a área: O Empréstimo de R$ 1,5 Bilhão: O senador questionou a necessidade de o governo contrair uma operação de crédito bilionária neste momento, gerando passivos financeiros de longo prazo para as próximas gestões sanitizarem. Tese de Gestão: “É correto fazer dívida agora para o outro governo pagar depois? É correto pegar empréstimo quando o Estado arrecadou tanto e, ainda assim, deixou a habitação para a última hora? Governar é criar alternativa. É pensar em solução mais barata” , concluiu Fagundes, prometendo manter as inserções partidárias focadas na discussão de metas e propostas macroeconômicas. 🔎 O que é o Fethab e como ele deve ser aplicado? Criado originalmente pela Lei Estadual nº 7.263/2000, o Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) é uma contribuição fiscal específica recolhida pelo Estado de Mato Grosso que incide sobre a circulação e comercialização de commodities de grande peso na economia local, como a soja, o gado, o algodão, a madeira e o óleo diesel. O objetivo constitucional do fundo é criar um caixa descentralizado e exclusivo para financiar a infraestrutura rodoviária (construção, pavimentação e recuperação de estradas vicinais e pontes) e programas de habitação popular para famílias de baixa renda. Ao longo dos anos, contudo, o Fethab passou por sucessivas alterações legislativas que permitiram ao Executivo desvinar parcelas do bolo para o caixa único do Estado para cobrir despesas de custeio geral, gerando frequentes embates políticos com os setores produtivos e com a oposição.